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28 de setembro de 2009

Popa Chubby



Popa Chubby nasceu como Theodore Joseph Horowitz, em 31 de março de 1960 no bairro do Bronx de Nova Iorque.È uma figura imponente e que sem duvida vale a pena conhecer, não sem motivo é tido como o rei do Blues de Nova Iorque.

Popa relata seu primeiro contato com a musica em uma “jukebox” na loja de doces de seus pais, onde se ouviam os sucessos dos anos sessenta, soul e R & B. Nomes como Otis Redding, Wilson Pickett, Aretha Franklin e Marvin Gaye despertaram seu prazer pela musica. Seus pais eram grandes fãs de Rhythm and Blues, possuindo uma grande coleção de discos que viriam a influenciarem sua formação musical .

Com apenas 6 anos de idade começou a tocar a bateria, um ano depois seu pai o levaria a um concerto no Madison Square Garden para ver um show de Chuck Berry, esse show mudou a vida do jovem Ted. Aos nove anos seu pai viria a falecer e Popa vai morar com seus avós, foi quando decidiu abandonar a bateria definitivamente.

Eram os anos 70, nas rádios se ouviam Led Zeppelin, Johnny Winter Jimmy Hendrix e Rolling Stones. Popa teria sua primeira guitarra com 16 anos. Logo faria “covers” de seus ídolos, tocando todos os estilos musicais.Em 1984 enquanto jogava basquete no Central Park conheceria o cantor e compositor Pierce Turner que produziria seu primeiro álbum “The Sky and The Ground”.

Em 1990 foi criada a Popa Chubby Band. O nome artístico foi inspirado em uma musica que Bernie Worrell do Parliament/Funkadelic cantava durante uma “Jam session” . Popa relata: "... ele estava cantando uma canção chamada “Popa Chubby” e apontou para mim. Popa Chubby, significa, basicamente, ficar animado. O núcleo da minha música é sobre a emoção. Acho que a música deve fazer as pessoas se sentirem vivas...”

Popa criaria seu próprio selo discográfico chamado de Popa Chubby Productions, com o qual produziria não somente seus trabalhos, mas de outros artistas independentes.

È um musico urbano e engajado politicamente como pode se comprovar no seu álbum “Peace, Love and Respect” onde critica a guerra contra o Iraque e sai em defesa da primeira emenda. Gravaria álbuns na Europa, o que lhe rendeu varias turnês de sucessos pelo velho mundo, onde é bastante conhecido e apreciado. Sua mistura de blues, jazz, rock, funk, soul e rap daria origem ao chamado “New York City Blues”.

Popa é um musico cativante, tanto por sua qualidade musical como por sua presença física. Confira:

Popa Chubby : Walk On The Wild Side

Popa Chubby : Hey Joe

Popa Chubby - Back Door Man

Popa Chubby - Life is a Beatdown (Rockpalast 2004)


Popa Chubby - Knowbody Knows You When Youre Down And Out

Popa Chubby - Sweet Goddess of Love and Beer



23 de setembro de 2009

Vargas Blues band




Javier Vargas nasce em Madrid, Espanha no ano de 1955, filho de emigrantes argentinos. Quando tinha nove anos sua familia regressa a Argentina. Ainda pequeno ganharia de seu pai o primeiro violão e aos 12 anos sua primeira guitarra elétrica. Vai morar na Venezuela com os pais durante algum tempo, até que decide mudar para Nashville,no Tenessee. Cidade musical por excelência, é reconhecida como capital da musica country. La ele faria sua primeira incursão como musico profissional na “Loco Covers Band”. Após dois anos muda-se para Los Angeles onde trabalharia como músicos de sessão. È durante essa época que conheceria músicos e bandas como Cannet Heat, Alvin Lee, Roy Buchanan e Van Halen. Passaria algum tempo como musico em um navio de cruzeiro de passagem pela Jamaica, o que lhe ofereceria uma oportunidade de contato com o reggae.

Em 1977 regressaria a Espanha, eram anos de efervescência cultural e musical , a chamada época da “ movida madrilenha” dos anos pós ditadura franquista. Colaborou com músicos de destaque como Miguel Rios, Joaquin Sabina, Orquesta Mondragón,Manolo Tena e outros.
Em 1991 criaria a sua própria banda, a Vargas Blues Band, e surge o seu primeiro albun, 'All Around Blues'. Em 1992 publicaria o seu segundo trabalho, 'Madrid-Memphis', que obteria excelente repercussão.

Nos anos seguintes Vargas Blues Band se consolidaria como uma das melhores bandas de blues. È interessante as experiências que realiza em sua mescla de músicos e ritmos "hispano-latinos" com o blues , como incorporar cantos e guitarras flamencas ao som de sua banda. Tocaria junto a Carlos Santana, outro celebre musico hispânico, que também participaria do seu álbum 'Blues Latino'.

Vargas Blues Band ~ Del Sur (Live)

Vargas Blues Band-Havana Getaway

Vargas Blues Band - Blues shuffle

Vargas Blues Band - Illagally (Interessante mistura com o flamenco)
Vargas Blues Band - Blues Latino
Vargas Blues Band - Chill Out (Sácalo)
Vargas Blues Band - Madrid to Memphis


16 de setembro de 2009

Paul Personne


Alguém criticou certa vez o fato de a maioria dos músicos de meu blog ser americanos ou ingleses. A verdade é que não sei a resposta, talvez porque foi nesses países que surgiram os músicos mais relevantes. Ou porque as grandes empresas discográficas eram deles. A verdade é que existe vida além do mundo aglo-saxão. Prova disso é esta nova serie de posts que inauguro com o fantástico guitarrista frances Paul Personne
Paul Personne (René-Paul Roux) nasceu em Argenteuil, França em 27 de dezembro de 1949. Passaria grande parte de sua infância em Houilles, região parisiense. Seu pai gostava de ouvir e tocar gaita, enquanto o jovem Paul ouvia Charles Aznavour e Edit Piaf no radio.Foi através do radio que ouviu por primeira vez a musica “rock” de Hussars Eddy Mitchell e Johnny Hallyday.

Seu pai o presentearia com um acordeão, mas Paul já se deixara seduzir pelo rock e acabaria por abandonar o instrumento em favor da bateria e guitarra. Começam suas experiências musicais com uma banda de colegas do colégio.Aos 17 anos formou-se em uma escola técnica em mecânica. Mas Paul queria mesmo é ser musico. A primeira oportunidade surgiria quando gravaram um disco com Pathé-Marconi com sua banda “L'Origine” chegariam a tocar em algumas rádios e fazer algumas apresentações mas sem muito êxito.Decepcionado começa a trabalhar em uma empresa de processamento alimentos, porem sem abandonar totalmente a musica. Foi um encontro com o grupo de teatro “Liquid Theater” que o traria de volta a encena musical. Daí surgiria uma banda formada por quinze músicos chamada “La Folle Entreprise”. Gravariam o álbum "Pas des anges" na Inglaterra. Isso o firmaria definitivamente como musico. Sua carreira teve altos e baixos, Tinha que enfrentar o “handicap” de ser um francês fazendo blues, ele faria algumas gravações em inglês, mas finalmente conseguiria prestar ao blues o seu sotaque frances.

Um trágico acidente envolvendo sua filha Jessica em 1984 o marcaria profundamente. Após um tempo de auto-exílio retornaria para nos brindar com esse seu magnífico “blues Frances”. Este é evidentemente um resumo bastante sucinto de toda uma vida,
Paul Personne teve uma longa trajetória, gravou com diferentes produtoras, ganhou prêmios, fez turnês, mas aqueles que queiram realmente conhecer o artista devem conhecer a sua obra. Apresento uma pequena amostra deste genial musico a seguir.

Site oficial click aqui

Paul Personne "il était une fois la route" LIVE 2006
Paul Personne - Guitar Solo

Paul Personne : Comme un Etranger
Paul Personne & Ticky Holgado : Le Blues du Dentiste
Paul Personne : Loco Loco - 2006

3 de setembro de 2009

Jeff Beck

Assistia outro dia um vídeo do brasileiro Tiago Della Vega, que detém o Recorde do Guinness de guitarrista mais rápido do mundo. É surpreendente a velocidade que ele alcança, com um dedilhado suave, apenas roçando os dedos nas cordas. Me fez lembrar os críticos do “Shred”, velocidade você pode alcançar com muito treino.Essas demonstrações se prestam mais a um numero circense do que realmente musica, sem querer desmerecer o Tiago Della Vega . Jeff Beck seria o lado oposto, sem velocidade exagerada nem demonstrações gratuitas de virtuosismo, com um “setup” básico, o uso magistral da alavanca e muita sensibilidade, Beck consegue hipnotizar o ouvinte de uma forma que os mais vertiginosos “Shred”não conseguirão jamais. Beck é o poeta lírico da guitarra.

Geoffrey Arnold Beck
nasceu na Inglaterra no dia 24 de junho de 1944, sua mãe era pianista, e em sua casa o radio vivia ligado. Estudou algum tempo no Wimbledon Art College, até topar com a figura singular de Screaming Lord Sutch. Muita coisa poderia dizer-se deste personagem, mas o importante foi que ao gravar com ele, Beck se introduziu nas altas esferas musicais Londrinas. Depois de sua saída da banda “The Tridents “, ele o ajudou a entrar na mítica “Yardbirds” após a saída de Eric Clapton .Todos os artistas conhecidos e reconhecidos tem seu marcador de águas, um momento em que se dão a conhecer, por um trabalho brilhante ou por sua atuação em uma formação de sucesso,entrar para uma banda onde tocaram guitarristas como Clapton e Jimmy Page foi o marcador de águas de Beck..Sua passagem pelos "Yardbirds" foi breve, apenas dois anos, voltaria algum tempo depois para ajudar na gravação do single “Love is Blue”, foi um de seus trabalhos mais criticados, mal sabiam os que o difamaram que Beck teria tocado mal de propósito, porque simplesmente odiava a canção. Essa birra de criança maculou sua imagem, e talvez por isso ele nunca teve grande acolhida entre os críticos.Mas no mundo musical era admirado e respeitado por todos os grandes guitarristas.

Beck nunca foi muito chegado a fazer um trabalho comercial. Passeava por diferentes gêneros ao sabor do vento. Tanto poderia tocar blues, rock, heavy-metal, jazz-fusion ou reggae. Não usava as parafernálias eletrônicas e pedais tão apreciados por outros artistas. No começo da carreira usava uma gilete para fazer um pequeno corte no cone do alto-falante de seu amplificador para dar um efeito de distorção. Com a chegada dos pedais se contentava com um wah-wah e algumas poucas vezes pedais de distorção e eco. Aprimorou como ninguém o uso da alavanca, que usa de forma genial.
Ficou algum tempo em “standby” até formar o “Jeff Beck Group”. Contava entre seus integrantes com a voz áspera de Rod Stewart, o baixista Ron Wood, o baterista Aynsley Dunbar, substituído depois por Mickey Waller e nos teclados Nicky Hopkins.Apesar do pouco êxito comercial esta banda sentaria as bases do que viria a se chamar mais tarde de “heavy metal”. As constantes brigas e a partida de Wood e Rod Stewart para os “ The Faces” acabaram por dissolver a banda.
È interessante perceber, como essa troca de músicos entre bandas propiciariam o surgimento de algumas futuras “mega bandas” . Dos “The Faces” Wood partiria para formar parte dos Rolling Stones, Kenney Jones partiria para os “ The Who” e Rod Stewart para uma promissora carreira solo.
Beck já pensava em sua nova formação quando sofreu um acidente de carro que o deixou de molho durante um ano.Ao voltar a ativa concebeu uma nova formação para “Jeff Beck Group”.Não tiveram muita aceitação e logo a banda se dissolveu.
Antes do acidente, Beck planejava criar um mega trio com Carmine Appice(batería) e Tim Bogert(baixo) membros do “Vanilla Fudge”. Sua intenção se viu frustrada por que ao retornar após o acidente estes partiram para formar a banda “ Cactus”. Estes se dissolveriam também pouco tempo depois. Era o que Beck estava esperando. Com eles formaria o “Beck, Bogert & Appice”.Ao contrario do que ele esperava a coisa não deu muito certo. Beck se sentiu decepcionado e após a dissolução se retirou para um exílio musical por 18 meses.

Ao voltar à ativa decidiu atuar em carreira solo, unindo-se a músicos eventuais. Foi uma boa idéia, isso lhe permitia excursionar por diferentes estilos musicais sem se ver preso a preceitos desta ou aquela banda. O surgimento do álbum de jazz-fussion “Blow by Blow” (1975) iniciou sua careira ascendente. Álbuns posteriores como “Wired” (1976), trariam faixas como a versão "Goodbye Pork Pie Hat" de Charles Mingus. Foi considerado por muitos como um dos melhores álbuns já editados.
A lista de músicos com quem tocou é extensa, músicos de estilos diversos como, Jan Hammer ( Ex Mahavishnu Orchestra), Stevie Ray Vaughan ,Santana, Jimmy Copley, Vinnie Colaiuta, B.B King, Mick Jagger, Roger Waters, Pino Palladino, Eric Clapton, Tal Wilkenfeld e um largo e infindável etc.

Álbuns posteriores como “Flash” e outros lhe renderiam alguns Grammy, fama e reconhecimento. Sem chegar a ser um musico popular e comercial, Beck construiu uma solida carreira que o coloca entre os 10 melhores guitarristas de todos os tempos.

Jeff Beck - Drown in my own tears
Jeff Beck - Led Boots
Jeff Beck - Nadia
Jeff Beck - Somewhere Over the Rainbow

Jeff Beck - Stratus
Jeff Beck - Scatterbrain
Jeff Beck - Goodbye Pork Pie Hat
Jeff Beck-Definitely Maybe


Tiago Della Vega - Isabella ( Muito bom)






23 de junho de 2009

Tal Wilkenfeld




Tal Wilkenfeld nasceu em Sidney , Austrália em 1986. Começou tocando guitarra aos 14 anos, e aos 16 se muda para Los Angeles, Califórnia, onde começa seus estudos no ”Los Angeles Music Academy”,lá ela é aconselhada a trocar de instrumento e aos 17 passa a tocar baixo. Foi ouvida por Roger Sadowsky, um produtor de guitarras e baixos, que sempre estava a procura de novos talentos, ficou impressionado com a precocidade e talento de Tal Wilkenfeld e prontamente ofereceu-lhe o patrocínio de sua marca de baixos.Uma vez graduada se translada a Nova Iorque, onde gravaria seu primeiro álbum, "Transformation”, e logo a seguir passa a formar parte da mítica “Allman Brothers Band”. Acompanha o pianista de jazz Chick Corea em uma turnê por sua terra natal, Australia e logo a seguir o guitarrista Jeff Beck em sua turnê pela Europa. Com Beck participaria do festival “Cross Road guitar festival”, no Toyota park de Chicago, onde se deram cita grandes monstros da guitarra como Eric Clapton, Robert Cray, Buddy Guy, John Mayer, John McLaughlin, Derek Trucks, Johnny Winter, BB King e muitos outros. Tal Wilkenfeld teve oportunidade de brilhar em um solo no clássico de Jeff Beck “Cause We Ended As Lovers”.A exposição lhe abre portas.
A partir de ai suas participações com grandes músicos se sucederam, Steve Vai, Herbie Hancock, Wayne Shorter, Ron Holloway, Hiram Bullock, Tain Watts e a grande guitarrista Susan Tedeschi , por citar alguns. Em 2008 foi considerada a melhor baixista pelos leitores da prestigiosa "Bass Player Magazine".


Jeff Beck & Tal Wilkenfeld - Cause We Ended As Lovers
Tal Wilkenfeld, Victor Wooten, Steve Bailey, Oteil Burbridge ( as feras se juntam)
Jeff Beck,Tal Wilkenfeld,Jason Rebello,Vinnie Colaiuta - Ronnie Scott's (London) 2007
Chick Corea, Frank Gambale,Antonio Sanchez,Tal Wilkenfeld - Lenore

Orianthi

Já comentava em um post anterior o efeito revolucionário que a rede esta causando no meio musical, mudando paradigmas e criando novos caminhos para músicos iniciantes.

Esse foi o caminho trilhado pela jovem e virtuosa guitarrista Orianthi Panagaris, desconhecida completamente da mídia convencional, Orianthi possuía uma legião de fãs no Myspace quando foi convidada para acompanhar a cantora country Carrie Underwood em uma apresentação no Grammy de 2009. Ela simplesmente roubaria a cena, tanto por seu desempenho musical como por sua beleza e carisma. Carrie não fizera uma boa escolha, infelizmente para ela e felizmente para nós Orianthi veio a luz .

Esta jovem guitarrista australiana de 23 anos apesar de desconhecida conta com um currículo nada desprezível. Já tocou com Prince, Steve Vai, Green Day e Santana

Orianthi começou tocando piano com apenas 3 anos de idade, mas logo abraçou sua verdadeira paixão: a guitarra. Seu ídolo era Carlos Santana, e com 18 anos pode tocar com ele, que chegaria a considerá-la sua legitima herdeira, musicalmente falando.

Orianthi é fruto de virtuosismo e também muito trabalho, chega a ensaiar 9 horas diárias. E é com esse árduo trabalho que ela fincou o pé em um dos últimos redutos exclusivos dos homens, a guitarra. Não que não haja mulheres guitarristas, mas nenhuma tem um verdadeiro destaque. E isso parece que vai mudar, e provavelmente ela seja a protagonista dessa historia. Tem caminho pela frente, é esperar para ver.

PS - Pois é, tive que editar este post, qual não foi minha surpresa quando vi o vídeo do ultimo ensaio de Michel Jackson, lá estava ela , a maravilhosa Orianthi, perdeu a oportunidade de sua vida. Perdemos todos, pois no vídeo se pode ver aquilo que seria o retorno de Michel, impressionante, magnifico, uma grande perda. No entanto aquela guitarrista loira no ultimo ensaio de Michel Jackson despertou a cuirosidade de muitos, este humilde blog teve uma enchurrada de visitas quando nada se sabia sobre ela. Agora já aparece até no wikipedia, manera triste de brilhar, mas convenhamos, por meritos proprios.

Orainthi -Ensayo do ultimo concerto de Michel Jackson



 Orianthi - According To You

 Orianthi - Highly Strung ft. Steve Vai

Orianthi at The Crossroads Festival
ORIANTHI - LIGHTS OF MANOS LIVE / FILMORE
Orianthi Any Body Else
Orianthi

25 de novembro de 2008

Fleetwood Mac


É triste ver uma banda tão descaracterizada . Quem ouve hoje Fleetwood Mac, nem remotamente pode imaginar o som que eles faziam em suas origens. De uma das melhores bandas de blues-rock de todos os tempos para o pop fútil e comercial dos últimos anos, o abismo é enorme. Muitos fãs da banda original consideram a banda morta e a atual formação uma heresia, um sacrilégio, um insulto.

Fleetwood Mac nasceria no verão de 1967, dizem que John Mayall despediria dos Bluesbreakers o baixista John Mc Vie e o baterista Mick Fleetwood por seus excessos etílicos. O magistral guitarrista Peter Green que nada tinha a ver com a historia, teria sido incluído no pacote por que Eric Clapton teria acenado com uma volta aos Bluesbreakers. Dizem, mas não é fato, e pra dizer a verdade não sei se realmente Mayall trocaria Peter Green por Clapton, ou estes foram embora já com a intenção de criar uma nova banda, seja lá como for, nesse ano o mundo conheceria o nascimento de uma das melhores bandas de blues-rock de todos os tempos.

Se uniram a eles procedente de The Levi Set Blues Band, Jeremy Spencer, guitarra slide e voz. Um tempo depois outro guitarrista, Danny Kirwan, se incorpora , formando assim o primeiro trio de guitarristas solistas a tocar em uma mesma banda.

Seu primeiro álbum seria "Peter Green's Fleetwood Mac", de 1968. Mistura de temas próprios e regravações de clássicos. Foi um grande êxito de vendas, mas naquela época o que vendia mesmo eram os singles, mais baratos, e de maior penetração no mercado.Dai o lançamento dos singles: "Black Magic Woman" , um clássico que teria varias versões de outros artistas , uma das mais famosas a de Santana, e "Need Your Love So Bad", maravilhoso tema. Ambos singles estouraram nas vendas e os colocaram nos primeiros lugares nas listas Inglesas. Não podemos esquecer o inspirado single “Albatross”, simplesmente perfeito.

Fleetwood Mac publicariam cinco álbuns até o ultimo trabalho, “Then play on” , que marcaria a saída de Peter Green , e marcaria para muitos o fim da banda. Posteriormente entrariam Stephanie Stevie Nicks, vocal e Lindsey Buckingham, guitarra, com o qual colheriam seus maiores êxitos de venda e publico, mas esse soft rock comercial nada tem a ver com o Fleetwood Mac original, e acredito teria sido mais digno criar uma nova banda com novo nome, deixar Fleetwood Mac morrer em paz , e preservar sua memoria.


Discografia dos Fleetwood Mac “original”

• Peter Green's Fleetwood Mac (1968)
• Mr. Wonderful (1968)
• English Rose (1969)
• The Pious Bird of Good Omen (1969)
• Then Play On (1969)


Long Grey Mare - Fleetwood Mac

Fleetwood Mac - Albatross

Fleetwood Mac - Jumping at Shadows

Fleetwood Mac - Need Your Love So Bad

Fleetwood Mac w/ Peter Green "Oh Well"

Shake Your Moneymaker-
Fleetwood Mac

6 de novembro de 2008

Ten Years After


Todos temos alguma banda da qual somos fãs incondicionais. Seja ela boa ou não, algumas de suas musicas marcaram um momento de nossas vidas. No filme de minha vida escolheria algumas de Ten Years After para banda sonora . Não poderia faltar, entre outras, “I'm Going Home ” e "Love like a man" . Ten Years After, fora gostos pessoais eles são sem duvida uma das melhores bandas de blues rock de todos os tempos.


Ten Years After iniciou em 1965, era a época de ouro das bandas britânicas de blues rock, década do surgimento das míticas Cream, Fleetwood Mac e Led Zeppelin. Haviam se chamado The Atomites, The Jaymen e The Jaycats até adotar o nome pelo qual são hoje conhecidos.

Sua formação era Alvin Lee, guitarra, Leo Lyons no baixo, Ric Lee, bateria e Chick Churchill, teclados. Firmaram seu primeiro contrato com a Decca em 1967, lançando “Ten years after”, seu álbum de estréia. Não tiveram muito sucesso, o que mudaria com o lançamento do segundo álbum “Undead” de 1968. Nele estaria incluso um de seus temas mais populares, “I’m going home”, tema tocado por Alvin Lee em Woodstock, com duração de 11 minutos, que o consagraria como um dos melhores guitarristas de todos os tempos. Participaram também do famoso festival da ilha de Wight em 1970, Seus Discos posteriores marcariam o declive da banda, que se separaria em 1974. Reuniram-se anos depois para algumas apresentações pontuais.

Years After -I'm Going Home

Ten Years After - Live at the Marquee Love Like a Man

Ten Years After - Slow Blues In C
Ten Years After - The Bluest Blues
Ten Years after - Alvin Lee
Ten Years After- Woodchopper's Ball, Live At The Marquee

3 de novembro de 2008

Savoy Brown


Poucas bandas resistem ao passo do tempo. A estrada é longa e os desvios são diversos, abuso de drogas, egos , desentendimento artístico e econômico acabam desagregando a maioria delas.
Porém Kim Simmonds , contra vento é maré se manteve firme no leme, por mais de quatro decadas, sendo até hoje o unico integrante original , pode-se dizer: Savoy Brown é Kim Simmonds.

A Historia da banda britânica começa em 1966, quando Kim Simmond, guitarrista e grande amante do blues e R&B, decide se juntar a Bruce Portius, vocalista, Martin Stone, guitarra, Ray Chappell , bateria e Leo Manning, teclados, para formar o “The Savoy Brown Blues Band”.

Tocando em pequenos locais, conseguiriam alguns poucos seguidores fieis, entre eles estava Mike Vernom, quem produziria seus primeiros singles pelo selo Purdah, “I can’t quit you, baby” e “True blue”. Gravariam seu primeiro LP, “Shake down”, em 1967 pela Decca, porém não tiveram muita aceitação e a banda começou a se desfazer. No segundo LP,” Getting to the Point”, apenas restaria Simmonds dos componentes originais.

Em em 1969 com seu excelente terceiro LP, “Train to nowhere”, començariam a fazer mais sucesso nos Estados Unidos que na Inglaterra, curiosamente eram pouco conhecidos em sua terra natal.

De lá para cá ouve constantes alterações nas suas fileiras, uma das mais relevantes com certeza seria o vocalista Chris Youlden, que logo partiria para uma carreira solo. Outros membros formariam a excelente banda Foghat ou partiriam para formar parte de Fleetwood Mac. Apesar de tudo isso Savoy Brown, ou melhor, Kim Simmonds, continuaria a fazer bons trabalhos até os dias de hoje.







Savoy Brown - Hellbound Train

Savoy Brown-Where's Your Heart Gone

Savoy Brown - Hip Shakin' Woman


28 de outubro de 2008

Gov´t Mule

Não foi fácil para os Allman Brothers encontrar alguém para substituir um de seus membros, falecido em acidente de moto em 1971. Extraordinário guitarrista, considerado pela revista Rolling Stones o segundo de uma lista de 100, encabeçada pelo insuperável Jimi Hendrix. Duane Alman era insubstituível, como musico, e como irmão.Assim devia pensar Greg Alman. Mas a vida continua e os Alman Brother também continuaram. Warren Haynes “vestiu” o calçado e este lhe serviu a perfeição.
Extraordinario guitarrista, voz rouca e profunda, formara parte de outra grande banda, Greateful Dead.
Warren Haynes, guitarrista e Allen Woody,baixista, compartiam a paixão pelos “power trios” dos anos 60, como Cream, James Gang e Jimi Hendrix Experience.

Juntaram-se ao baterista Mat Abts e criaram o Gov´t Mule em 1994. Seria um trabalho paralelo durante as pausas do Allman Brother. Em 1997 devido a “calmaria” discográfica decidiram dedicar-se integralmente a Gov´t Mule.



Gravariam três grandes discos em estúdio e dois em direto, porém em fevereiro de 2000 morre Allem Woody. No 21 de setembro desse mesmo ano seria organizado um concerto chamado "One for Woody",em sua homenagem e para angariar fundos para a educação de sua filha.Tocariam neste concerto The Allman Brothers, The Black Crowes, Phil Lesh and Friends, Jimmy Herring, Edwin McCain e outros amigos de Woddy. Alguns apareceriam após seus própios shows na cidade, e até nas pausas destes.

No ano seguinte Warren gravaria dois CD´s, The deep end 1 e 2, tributo a Woody com seus baixistas favoritos.Participaram entre outros, Jack Bruce de Cream, John Entwistle de The Who, Mike Watt de Minutemen, Lês Claypool de Primus, Michael Peter Balzary “Flea” de Red Hot Chili Peppers, Chis Squire de Yes, Bootsy Collins de Parliament- Funcadelic, Larry Graham inventor do "slapping", Tony Levin de King Crimson , Roger Glover de Deep Purple, e muitos outros , em um total de 24 baixistas e outros 19 grandes músicos convidados. Um ano depois seria gravado um imperdível DVD no festival de Jazz de Nova Orleans com alguns outros convidados ilustres.

O trio finalmente se transformaria em um quarteto com a entrada de Andy Hess no baixo e Danny Louis nos teclados. Formação que não agradou a muitos, mas que sem duvida não será definitiva. Longa vida a uma das melhores bandas de blues rock do planeta.



Gov't Mule - Thorazine Shuffle

Gov't Mule - Rocking Horse

Gov't Mule - Lola Leave Your Light On


Gov't Mule-Presence of the Lord

Gov't Mule-Just Got Paid

Gov'Mule Andy Hess Bass solo

Gov't Mule - Time to Confess

16 de outubro de 2008

John Mayall, o pai do blues branco

È com grande prazer que escrevo sobre Mayall, por tudo que ele significou para o blues, apresentando ao mundo jovens músicos que mais tarde se consagrariam entre a elite musical.

John Mayall nasce em 1933 na pequena cidade de Macclesfield , perto de Manchester, Inglaterra. Jovem com grande inquietação musical parte para Londres em busca de novos horizontes. Lá formaria sua primeira banda, The Powerhouse Four, e posteriormente a famosa The Bluesbreakers.

Falar da formação desta banda e falar sobre a historia do blues britânico, ela foi a base sobre a qual muitas outras grandes bandas surgiriam.

Em 1965 Eric Clapton purista do blues e descontente com o rumo mais “comercial” e pop tomado por sua banda, Yardbirds , decide abandonar a banda e aceita convite de Mayall para fazer parte dos Bluesbreakers. Com eles gravaria o disco John Mayall’s Bluesbreakers with Eric Clapton, que se tornaria peça antológica do blues e colocaria a Clapton no olimpo musical.Podia se ver graffitis espalhados por toda Londres onde se lia a celebre frase “Eric Clapton é Deus”.

Mas Eric Clapton , é logo seduzido pelos novos ventos que sopram no mundo musical da época e aceita o convite do baterista Ginger Baker de particpar junto a Jack Bruce de uma nova banda que se chamaria Cream.

Foi um golpe para os Bluesbreakers, porém Mayall não pareceu se abalar e partiu em busca de outro guitarrista.Logo encontraria o que buscava, um guitarrista excepcional que em nada desmerecia seu predecessor. Foi assim a entrada de Peter Green, com o qual gravariam outro álbum antológico, A Hard Road.

Se Mayall tinha a facilidade de encontrar grandes músicos para sua banda , não se poderia dizer o mesmo na hora de retê-los, assim Peter Green partiria para formar uma nova banda, os Fleetwood Mac.
Voltando a estaca zero, Mayall procura novamente, e com seu faro aguçado para grandes talentos logo se depara com outro jovem guitarrista chamado Mick Taylor.Com ele gravaria três grandes álbuns , Crusade, Bare Wires e Blues From Laurel Canyon, até que Taylor partisse para formar parte dos Rollig Stones.

Foi a gota d´agua, com a perda de Taylor , Mayall parte para os Estados Unidos e sua musica toma um novo rumo, começa a trabalhar com músicos convidados e faz experimentos com músicos de Jazz fazendo um blues fussion que para muitos são seus melhores trabalhos.São dessa época, Empty Rooms ,USA Union, e para mim o melhor de todos, a obra prima Turnig Point.

Nos anos posteriores Mayall faria trabalhos com músicos diversos, experimentando todos os tipos de sonoridades, sempre com o bom gosto que o caracterizava.

Aos 75 anos continua na ativa, e um momento brilhante e comovente de sua carreira foi a homenagem aos seus 70 ano. Neste show no Liverpool Kings Dock, participaram antigos integrantes e músicos que passaram pela banda, nomes como Eric Clapton, Mick Taylor e Chris Barber.



John Mayall - Roxanne (incompleta)
So hard to share - John Mayall (genial)
John Mayall - Room to move (live)

Peter Green and John Mayall
John Mayall & The Bluesbreakers in Hungary Pilisszántó 2007
John Mayall Bluesbreakers with Eric Clapton - Hideaway
John Mayall - Turning Point




11 de outubro de 2008

Rory Gallagher , da gloria ao esquecimento



Rory era um musico brilhante, com certa tendência ao protagonismo, motivo talvez que o levou a recusar uma oferta para substituir Brian Jones dos Rolling Stones. Brilhou como uma supernova, se extinguiu e caiu no esquecimento.
Nasce no dia 2 de março de 1949 na pequena cidade de Ballyshannon do condado de Donegal, Irlanda do norte. De pequeno ouvia blues e Folk. E logo ficaria fascinado pelo rock e o skiffle.
De skiffle seria também sua primeira banda ao 11 anos de idade. Este estilo que fez sucesso nos anos 50 era um folk com fortes influencias de blues e jazz. Seus instrumentos eram a guitarra acustica e o banjo e outros improvisados, como tabua de lavar roupa, pentes, garrafas, tudo o que pudesse ser usado para fazer um som. Uma banda conhecida de skiffe eram os The Quarry Men, mais tarde se tornariam conhecidos comoThe Beatles. Ou The Barber-Coyler Skyffle Band, da qual fez parte Mike Jager dos Rollig Stones.

Aos 12 anos ganhou sua primeira guitarra elétrica e aos 15 formaria sua primeira banda à serio, Fontana Show Band, que passaria a se chamar mais tarde The impact. Com ela começaria a fazer turnes profissionais pela Europa. É nesta época que compraria sua inseparável Fender Stratocaster de 1961.

Em 1966, aos 18 anos formaria o The Taste, com Eric Kitteringham, no baixo e Norman Damery na batería. Gravando no ano seguinte seu primeiro LP.Fazem excursões com John Mayall e Blind Faith. Ja são um sucesso nas ilhas britanicas, porém após o festival da ilha de Whigth o grupo se separa , motivado em grande parte pelo excessivo protagonismo de Rory.
Rory era um musico excepcional, multi instrumentista , tocava guitarras acústica e eletrifica, baixo, percussão , mandolina, sitar ,armónica e, pasmem, sax, como pode ser visto no álbum Live Taste.

Rory era profundamente apaixonado pelo folk e blues, um guitarrista com um estilo forte e contundente que deixaria sua marca influenciando gerações posteriores. Em 1971 e 72 seria eleito o melhor guitarrista pela prestigiosa revista Melody Maker, superando inclusive o astro da época Eric Clapton.

Não vou fazer aqui uma biografia detalhada de sua vida e trabalhos,a sites especializados para isso, só uma pincelada rápida de quem foi este artista hoje quase esquecido e deixar alguns links para que possam ouvir, descobrir ou recordar o genial guitarrista.

Rory Gallagher morre em 14 de junho de 1995 a conseqüência de um transplante de fígado.
A supernova cresce, se infla ao limite e explode em um banho de luz e desaparece, porém de seus restos outras estrelas se formarão.


Genial, mil vezes genial, merece um destaque e alguns videos
.

Rory Gallagher - Off The Handle


Rory Gallagher - Cradle Rock

Rory Gallagher, Jack Bruce - Politican

Rory Gallagher - Calling Card

Rory Gallagher - I Wonder Who

Rory Gallagher, Walk On Hot Coals, Live On The Whistle Test

Rory Gallagher - Tattoo'd Lady

Rory Gallagher - Do You Read Me

Rory Gallagher - Bankers Blues

Rory Gallagher - Bullfrog Blues

Rory Gallagher - Mississippi Sheiks

Rory Gallagher - slow blues "It's The Same Thing"

Rory Gallagher - Hands Off (live)