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9 de junho de 2010

Primus


Falar de Primus é falar de Les Claypool, não que os outros integrantes da banda sejam meros coadjuvantes, são músicos de categoria, porém como costuma acontecer em muitas outras formações ele é o elemento carismático, é o elemento de destaque e o único membro da formação original. Já em um post anterior apresentei seu trabalho junto a Buckethead, conceituado guitarrista, rankeado entre os 10 melhores da atualidade. E outras feras como Bernie Worrell, tecladista da genial banda de funk Parliament-Funkadelic, assim como o baterista de Primus, Brain Mantia, que participou de outras grandes bandas como Guns N' Roses e Godflesh. Formação efêmera mas contundente, “Colonel Claypool's Bucket of Bernie Brains” vale um reprise.

Les Claypool nasceu em Richmond, California, em 29 de setembro de 1963. Além de vocalista e baixista de Primus é um multi- instrumentista, mas não é só isso, é também um produtor musical, escritor e diretor de cinema. É como eu digo, uma figura carismática, divertida e um grande musico, considerado por muitos um dos melhores baixistas do mundo. Não sou muito adepto desses ranking porque existem diferentes estilos, e cada qual no seu estilo gostara deste ou daquele, mas sem duvida Les Claypool é unanimidade. Excelente musico, criativo, sabe unir estilos dispares com grande ousadia e boa fortuna.

Primus é descrita como uma banda alternativa, não sei se referem a produção e venda de seu produto ou o tipo de musica que fazem. É um som diferente, de digestão lenta no primeiro bocado, mas que deixa um sabor de quero mais no final. Outros integrantes da formação atual são Larry LaLonde, guitarrista e aluno destacado de Joe Satriani e Tim "Herb" Alexander, como baterista.

Primus - Tommy The Cat
Primus - Lacquer Head
Primus - Over The Falls
Primus "Over the Electric Grapevine" LIVE!
Primus - Wynona's Big Brown Beaver

28 de abril de 2010

S.M.V


Este acrônimo faz referencia a um sonho acalentado por muitos e finalmente feito realidade. Três grandes “monstros “ do baixo se reúnem para gravar um CD intitulado “Thunder” e iniciam uma gira por mais de 30 paises. É obvio para quem assiste que eles estão se divertindo juntos, se imitam uns aos outros, brincam e fazem historia.É uma verdadeira aula de virtuosismo desses três mestres de gerações diferentes, Stanley Clarke, Marcus Miller e Victor Wooten. Aqui no clube do algodão escrevi anteriormente sobre Marcus Miller e Wooten junto a Béla Fleck and the Flecktones, fico devendo Stanley Clarke para um post posterior.

Confiram nos vídeos:

Stanley Clark, Marcus Miller & Victor Wooten - Beat It
STANLEY CLARKE, MARCUS MILLER, VICTOR WOOTEN IN VITORIA GASTEIZ JAZZ FESTIVAL 2009

Stanley Clarke, Marcus Miller and Victor Wooten (classico de Clarke)
SMV "Thunder Tour" Battles of Bass between Stanley Clarke, Marcus Miller and Victor Wooten.
SMV - Tutu - Paris ( qualidade ruim mas o tema vale a pena )


14 de outubro de 2009

Richard Bona



Richard Bona é um baixista Africano, nascido em Minta, Cameroun (não aceito a tradução incorreta usada no Brasil “Camarões”), em 28 de outubro de 1967.
Era desde pequeno um  musico prodígio. Houvesse nascido em Salzburgo seria um novo Mozart talvez. Mas ele nasceu na África, e em vez de um piano, com quatro anos ele ganhou um “balafon” de sua mãe e avô. Este instrumento é uma espécie de xilofone feito com cabaças, rústico, mas em mãos habilidosas produz um som incrível.O pequeno Bona chegava a tocar doze horas por dia e com cinco anos de idade virou uma lenda em sua pequena localidade. Sua fama se espalhou e muitas pessoas vinham de longe ouvi-lo tocar na igreja do povoado. Com 11 anos foi com seu pai a cidade portuária de Douala. Fabricava instrumentos com o que tinha a mão, latas velhas, aros de bicicleta. Construía assim suas flautas e violas.Logo estaria tocando violão em uma banda de Douala. Algum tempo depois o dono de um clube Frances de Jazz pediu que tocassem em seu estabelecimento. Bona teve acesso então a uma grande coleção de discos de Jazz.Ficou fortemente impressionado com um disco em especial chamado "Jaco Pastorius", que abria com o tema "Donna Lee"  de Charlie Parker.Tocavam nele grandes figuras do Jazz contemporâneo, Herbie Hancock, Lenny White, David Sanborn, Narada Michael Walden, Michael Brecker, Wayne Shorter, Don Alias e muitos outros.Mas o que realmente chamou a atenção de Bona foi o baixo de Jaco Pastorius.Decidiu que esse seria seu instrumento dali em diante.

Em 1985 morre seu pai e Bona decide ir morar em Paris. Em pouco tempo se daria a conhecer como jovem baixista virtuoso, tocando em clubes de jazz com grandes músicos da cena musical de Paris da época, como Salif Keita, Didier Lockwood e Marc Ducret .Começa a estudar e forma sua própria banda chamada Point Cardinale. Enquanto tocava em um desses clubes foi ouvido por Joe Zawinul , líder da mítica  Weather Report, onde tocara seu ídolo Jaco Pastorius. Zawinul ficou impressionado vendo-lhe tocar e logo o convidaria para gravar o emblemático álbum “ My people”. Um incrível trabalho no qual participariam uma lista enorme de músicos convidados como  Salif Keita, Alex Acuna, Trilok Gurtu, Paco Sery, Manolo Badrena e Thania Sanchez , por citar alguns.

Estava com o passaporte carimbado e em 1995 muda-se  para Nova Iorque, onde foi recebido para tocar com as grandes “feras” do mundo do jazz, Chick Corea, Mike Stern, Branford Marsalis, Larry Coryell e Steve Gadd .O Newsweek escreveria : “Imaginem um artista com a virtuosidade de Jaco Pastorious, a fluidez vocal de George Benson, o senso de música e harmonia de João Gilberto, tudo misturado com a cultura africana. Senhoras e senhores, nós apresentamo-lhes a Richard Bona”.

Em 2005 Bona lançaria seu quarto álbum, “Tiki”, que contaria com a participação dos brasileiros Djavan e Toninho Horta, além de John Legend, Mike Stern, Vinnie Colaiuta, Susheela Raman.

Bobby Mcferrin improvisation with Richard Bona

Richard Bona solo


Richard Bona-Laka M'ba


Zawinul Syndicate - Zansa ( incrivel tema)



Zawinul Syndicate - My People ( Part 1 )


Zawinul Syndicate - My People ( Part 2 )
 

Bobby Mcferrin improvisation with Richard Bona 


Richard Bona Groovin'








2 de julho de 2009

Jaco Pastorius


Qualquer baixista que se preze tem obrigatoriamente que conhecer algo do trabalho de Jaco Pastorius. De preferência o seu álbum solo “Jaco”, obra de referencia para todo baixista iniciante.
O porquê da afirmação acima é fácil de compreender se conhecermos um pouco da historia desse genial musico.

John Francis Anthony Pastorius III nasceu em Pennsylvania no dia 1 de dezembro de 1951. Filho de um baterista de jazz, Jaco emularia o pai e desde pequeno esse seria o seu instrumento. Provavelmente ele nunca teria deixado a bateria se durante a adolescência não tivesse sofrido um acidente praticando esporte. Sofreu uma lesão no pulso que o impedia de continuar com a bateria, sua escolha natural foi passar a tocar o baixo, instrumento similar a bateria, ao menos no objetivo, a marcação rítmica.


Jaco tirou os trastes de seu baixo "Precision Bass modelo 1962" (“Bass of Doom” ), transformando-o em um baixo fretless, algo até então pouco conhecido. (se excetuarmos o baixista de Brand-x, Percy Jones) Ao tirar os trastes do instrumento ele fica mais parecido a um contrabaixo tanto no referente ao som quanto a técnica . Fica com uma sonoridade limpa, com maior riqueza harmônica, porém a dificuldade de execução aumenta consideravelmente, de uma maneira diretamente proporcional as suas infinitas possibilidades. Jaco Pastorius desenvolveu sua própria técnica, criando escola.com seus "pizzicatos e harmônicos", suas marcas registradas.

Outro grande aporte de Jaco foi o de tirar o baixista do papel de mero acompanhante, trazendo-os para o primeiro plano. Ele levou as pessoas a interessasse por aquele instrumento, fisgadas por suas improvisações e mágicos solos. Ele mudou o paradigma, agora os holofotes apontariam também para os novos protagonistas, abrindo o caminho a muitos baixistas celebres: Victor Wooten, Stanley Clarke, Marcus Miller, Richard Bona,Oteil Burbridge,Bootsy Collins, Abraham Laboriel e Steve Bailey por citar apenas alguns.

Muitos conheceram Jaco Pastorius , como eu, ouvindo os “Weather Report”. Seu som, rico, característico e inconfundível acaba tornando-o o membro mais importante e relevante, para muitos fãs, desta banda. Eclipsando muitas vezes o seu líder, Joe Zawinul.
Sua historia com os “Weather Report”.é curiosa e merece ser contada. Jaco já alcançara certa notoriedade após seu álbum “Bright Size Life”, realizado junto ao guitarrista Pat Metheny ( tema para futuro post) e o baterista Bob Moses.Em seguida passaria a integrar a banda Blood, Sweat & Tears, antes de lançar, algum tempo depois o seu primeiro trabalho solo chamado “Jaco”, muito aclamado pela critica. Mas ele era vibrado pela banda de jazz fusion “Weather Report” de Joe Zawinul e Wayne Shorter. Tanto que chegou a se oferecer pessoalmente a Zawinul, dizendo-lhe que era o melhor baixista do mundo. Zawinul ouvira os trabalhos de Jaco e ficara impressionado, mas já tinham baixista na banda, e dos bons. Quando este, Alphonso Johnson, decidiu sair, Zawinul imediatamente chamou Jaco para fazer parte do que seriam os melhores anos de “Weather Report”.

Os anos seguintes foram o começo do fim para Jaco Pastorius. Passou a sofrer de depressão, os remédios antidepressivos que tomava não lhe permitiam tocar.Isso fazia com que bebe-se, ficava mais deprimido, bebia mais, caindo em uma espiral sem retorno. Foi internado diversas vezes por surtos maníacos depressivo, foi-lhe diagnosticado transtorno bipolar.
Estava se aproximando perigosamente do precipício, até que no dia 11 de Setembro de 1987 deu o ultimo passo sem volta. Acabara de sair da prisão por roubar um carro, foi até um concerto de Carlos Santana e totalmente bêbado tentou subir ao palco. Teve que ser expulso. De lá se dirigiu a um bar chamado “Midnight Bottle”, de onde também foi expulso, ao tentar voltar quebrou a porta de vidro, um dos seguranças, cinturão preto de karate, deu-lhe uma surra que o deixou em estado de coma.

No dia 21 de setembro sua família decide desligar os aparelhos que o mantinham com vida após ser-lhe diagnosticada a morte clinica. Morre assim, com apenas 35 anos de vida, Jaco Pastorius, um dos maiores baixistas de todos os tempos. Seu agressor passaria apenas quatro meses na prisão.
Weather Report with Jaco Pastorius - Birdland
Weather Report (with Jaco) - Black Market and Scarlet Woman
Weather Report (Jaco Pastorius) - A Remark You Made
Jaco Pastorius solo

29 de junho de 2009

Marcus Miller


Poucos músicos tiveram o privilegio de tocar com o mítico Miles Davis, e os que não o fizeram jamais o farão ( Miles morreu em 1991). Miller teve a sorte de tocar com seu ídolo de infância. O que já nos dá uma idéia de sua dimensão como musico. Miles Davis era um deus no olimpo jazzistico, tocar com ele era dado a poucos, apenas os melhores. Entrar nesse panteão era o "ticket" para a imortalidade

Marcus Miller é um musico e compositor de jazz nascido em Nova Iorque no 14 de junho de 1959. Nasceu no seio de uma família musical, seu pai tocava o órgão em uma igreja além de ser o dirigente do coro. Começou estudando clarinete, mas dominava também o piano, guitarra, saxofone e baixo. Apesar de algumas vezes fazer incursões por outros instrumentos acabou por optar pelo baixo elétrico.

Com apenas 15 anos de idade já era um musico habitual dos “clubs” de Nova Iorque. Como musico de estúdio gravaria com personalidades do gabarito de Aretha Franklin, Grover Washington Jr, Roberta Flack, David Sanborn, Bob James, Carly Simon, McCoy Tyner, Bryan Ferry , Billy Idol entre outros.

Não era de estranhar que fosse chamado para tocar com Miles Davis, em 1981, permanecendo a seu lado por 2 anos. Em 1986 se juntaria novamente a Miles para produzir o emblemático álbum “Tatu”.

Nos últimos anos produziu trilhas sonoras para filmes diversos, destacando-se seu trabalho para o filme "School Daze", do diretor, Spike Lee.

Em 2007 participaria da gravação de "Thunder", magistral trabalho junto a dois dos maiores baixistas da atualidade: Victor Wooten e Stanley Clarke. No ano seguinte, 2008, fariam uma gira por vários países. As criticas a este trabalho são dispares, comparadas por algum critico a uma “clinica” de baixo, sem duvida é uma aula de três mestres de tudo o que se pode fazer com um baixo.

Selecionei alguns vídeos, espero que gostem:

Marcus Miller slap bass solo
Miles Davis with Marcus Miller - Tutu

Teen Town ( Jaco Pastorius ) by Marcus Miller

Marcus Miller-Frankenstein

23 de junho de 2009

Tal Wilkenfeld




Tal Wilkenfeld nasceu em Sidney , Austrália em 1986. Começou tocando guitarra aos 14 anos, e aos 16 se muda para Los Angeles, Califórnia, onde começa seus estudos no ”Los Angeles Music Academy”,lá ela é aconselhada a trocar de instrumento e aos 17 passa a tocar baixo. Foi ouvida por Roger Sadowsky, um produtor de guitarras e baixos, que sempre estava a procura de novos talentos, ficou impressionado com a precocidade e talento de Tal Wilkenfeld e prontamente ofereceu-lhe o patrocínio de sua marca de baixos.Uma vez graduada se translada a Nova Iorque, onde gravaria seu primeiro álbum, "Transformation”, e logo a seguir passa a formar parte da mítica “Allman Brothers Band”. Acompanha o pianista de jazz Chick Corea em uma turnê por sua terra natal, Australia e logo a seguir o guitarrista Jeff Beck em sua turnê pela Europa. Com Beck participaria do festival “Cross Road guitar festival”, no Toyota park de Chicago, onde se deram cita grandes monstros da guitarra como Eric Clapton, Robert Cray, Buddy Guy, John Mayer, John McLaughlin, Derek Trucks, Johnny Winter, BB King e muitos outros. Tal Wilkenfeld teve oportunidade de brilhar em um solo no clássico de Jeff Beck “Cause We Ended As Lovers”.A exposição lhe abre portas.
A partir de ai suas participações com grandes músicos se sucederam, Steve Vai, Herbie Hancock, Wayne Shorter, Ron Holloway, Hiram Bullock, Tain Watts e a grande guitarrista Susan Tedeschi , por citar alguns. Em 2008 foi considerada a melhor baixista pelos leitores da prestigiosa "Bass Player Magazine".


Jeff Beck & Tal Wilkenfeld - Cause We Ended As Lovers
Tal Wilkenfeld, Victor Wooten, Steve Bailey, Oteil Burbridge ( as feras se juntam)
Jeff Beck,Tal Wilkenfeld,Jason Rebello,Vinnie Colaiuta - Ronnie Scott's (London) 2007
Chick Corea, Frank Gambale,Antonio Sanchez,Tal Wilkenfeld - Lenore