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27 de agosto de 2009

Les Paul

Quero deixar aqui minha homenagem a esse grande musico e um dos artífices da guitarra elétrica.
Lester William Polsfuss, nasceu em 9 de junho de 1915 em Waukesha, Wisconsin. Foi um musico precoce, demonstrando grande talento desde garotinho.

Les Paul viveu o apogeu das “Big Bands”, grupo de músicos que faziam apresentações para grandes públicos. Em aquela época não existia guitarra elétrica e a única forma de amplificação sonora conhecida era o microfone, utilizado apenas por cantores. Para quem tocava instrumento de corda como o violão era um problema fazer-se ouvir. A concorrência dos metais e percussão era desleal Os instrumentos de corda afogavam-se naquela enxurrada sonora.

Houve varias tentativas de aumentar a potência sonora destes instrumentos . Alguns conceitos só seriam aproveitados anos mais tarde como os fonocaptores do engenheiro da Gibson, Lloyd Loar. O violão metálico com cones de ressonância de John Dopyera, produziram um instrumento com um timbre característico, se tornou um instrumento de predileção dos "bluesman", mas seu som algo estridente era pouco versátil e limitado para alguns tipos de musica. Apareceram as cordas metálicas, o que levou a uma reestruturação do corpo do violão para agüentar as forças aplicadas por estas. Pensou-se em utilizar microfones, porém eles amplificavam todos os outros instrumentos a sua volta. Precisavam de uma amplificação que isola-se os outros sons. Algumas tentativas foram melhor sucedidas que outras, e pouco a pouco a guitarra foi evoluindo.
Foram muitos os que contribuíram para o desenvolvimento da guitarra elétrica como a conhecemos hoje. Nomes como Rickenbacher, e suas primeiras pastilhas eletromagnéticas nos chamados "violões havaianos", deram um primeiro passo no caminho certo. Apareceram as Gibson ES-150,”Eletric Spanish” de 1936, basicamente um violão espanhol com uma pastilha eletromagnética. Esta teria grande sucesso entre os músicos profissionais, graças principalmente a um musico da orquestra de Benny Goodman, chamado Charlie Christian. Ele seria o primeiro a fazer grandes solos com este instrumento, algo antes reservado a instrumentos de sopro. Christian foi o responsável de tirar a guitarra da base rítmica e tranforma-la em um instrumento “solista” . Essa mudança de "status" colocou o guitarrista em um plano de destaque, a repercussão dessa mudança foi tanta que a pastilha da Gibson ES-150 é conhecida até os dias de hoje como “pastilha Charlie Christian”.

Foi nesse ambiente que cresceu Les Paul. Já de pequeno faria suas experiências com peças de telefone e o velho radio de seus pais, tentando achar uma maneira de amplificar seu violão . Em uma dessas experiências quase morreu eletrocutado. Mas ele não desistiu, unindo pedaços de uma guitarra acústica com um pedaço de madeira no meio criou o conceito do que seria a primeira “guitarra solida”.Ofereceu sua invenção a Gibson que não se interessou . Pouco tempo depois a Fender lançaria a primeira guitarra "solida" do mercado, obtendo grande êxito de venda. Isso fez com que a Gibson mudasse de idéia e decidiram fabricar a guitarra de Les Paul.Com pouco sucesso a principio, finalmente se tornaria a d guitarra favorita de muitos músicos renomados. A lista de guitarristas que a tocaram é interminável. Hoje a Gison Les Paul é um verdadeiro mito, e seus modelos de 1957 e 1959 alcançam preços exorbitantes, tornando-se instrumento de colecionador , como se fossem violinos "Stradivarius".

Fruto da criatividade Les Paul foram também as gravações multi pistas, o que permitia a um mesmo musico tocar uma base rítmica e a seguir sobrepor uma gravação em uma pista adjacente com o próprio solo.Isto implicaria em uma verdadeira revolução.

Les Paul foi condecorado pelo presidente George W. Bush com a “ Medalha Nacional das Artes”, maior distinção dada a um artista pelo governo Norte Americano. Ganharia três prêmios Grammy além de infinidade de homenagens e distinções.
Les Paul era principalmente e, sobretudo um grande musico e assim será recordado.

Comercial cerveja "Coors" , ja diz tudo
Les Paul & Stanley Jordan

Les Paul - Jeff Beck - Jamming Together( video ruim mas vale a pena)
Les Paul na Expo 1992 de Sevilla -" Brazil"
Les Paul Trio - "Over The Rainbow"
Les Paul - Caravan

Les Paul & Mary Ford How High the Moon ( Um marco na historia)


8 de julho de 2009

Béla Fleck and the Flecktones

Ouvir esta banda excepcional é algo extremamente relaxante depois de um dia de trabalho e estresse. Béla Fleck and the Flecktones é uma viajem do mais puro prazer musical.

Béla Fleck é um versátil “tocador” de banjo, nascido em 10 de Julio de 1958 em Nova Iorque. Receberia o nome em homenagem ao grande musico Béla Bartók. Fundou os Béla Fleck and the Flecktones inicialmente para se apresentar na serie da PBS “Lonesome Pine Specials”. O sucesso foi tal que realizaram diversas apresentações pelo pais.

Fazem um som que é uma mistura de jazz fussion, bluegrass , folk e country.Na verdade conforme palavras do próprio Fleck não tem muito compromisso quanto a estilos. A única regra imposta de mútuo acordo era que tudo que gravassem pudesse ser tocado ao vivo.Experimentam com efeitos digitais, tanto nos sopros como no banjo de Fleck, que mais parece uma guitarra elétrica. Receberiam alguns prêmios e nomeações ao Grammy.

A formação da banda:
Béla Fleck, banjo acústico e elétrico.
Victor Wooten, no baixo elétrico, este musico dispensa apresentações, considerado por muitos o maior baixista da atualidade.
Jeff Coffin, Sax e flauta.
Roy "Future Man", irmão de Wooten , bateria e “Drumitar”, instrumento criado pelo próprio Roy, parecido a uma guitarra com botões que dispara todo tipo de sons de percução.

Béla Fleck and the Flecktones é com certeza uma das melhores bandas do genero de todos os tempos , merece ser ouvida e apreciada.




Bela Fleck & The Flecktones - The Sinister Minister (Part 1) 
Bela Fleck & The Flecktones - The Sinister Minister (Part 2)
Bela Fleck & The Flecktones - Throwdown at the Hoedown (Live)

Bela Fleck & the Flecktones Bonaroo 2003
Bela Fleck & The Flecktones - Life Without Elvis (Live)
Bela Fleck & The Flecktones - Vix 9 (Live)
Bela Fleck And The Flecktones - Next
Bela Fleck and the Flecktones - Over The Wall
Bela Fleck & The Flecktones - A Celtic Medley (Live)


2 de julho de 2009

Jaco Pastorius


Qualquer baixista que se preze tem obrigatoriamente que conhecer algo do trabalho de Jaco Pastorius. De preferência o seu álbum solo “Jaco”, obra de referencia para todo baixista iniciante.
O porquê da afirmação acima é fácil de compreender se conhecermos um pouco da historia desse genial musico.

John Francis Anthony Pastorius III nasceu em Pennsylvania no dia 1 de dezembro de 1951. Filho de um baterista de jazz, Jaco emularia o pai e desde pequeno esse seria o seu instrumento. Provavelmente ele nunca teria deixado a bateria se durante a adolescência não tivesse sofrido um acidente praticando esporte. Sofreu uma lesão no pulso que o impedia de continuar com a bateria, sua escolha natural foi passar a tocar o baixo, instrumento similar a bateria, ao menos no objetivo, a marcação rítmica.


Jaco tirou os trastes de seu baixo "Precision Bass modelo 1962" (“Bass of Doom” ), transformando-o em um baixo fretless, algo até então pouco conhecido. (se excetuarmos o baixista de Brand-x, Percy Jones) Ao tirar os trastes do instrumento ele fica mais parecido a um contrabaixo tanto no referente ao som quanto a técnica . Fica com uma sonoridade limpa, com maior riqueza harmônica, porém a dificuldade de execução aumenta consideravelmente, de uma maneira diretamente proporcional as suas infinitas possibilidades. Jaco Pastorius desenvolveu sua própria técnica, criando escola.com seus "pizzicatos e harmônicos", suas marcas registradas.

Outro grande aporte de Jaco foi o de tirar o baixista do papel de mero acompanhante, trazendo-os para o primeiro plano. Ele levou as pessoas a interessasse por aquele instrumento, fisgadas por suas improvisações e mágicos solos. Ele mudou o paradigma, agora os holofotes apontariam também para os novos protagonistas, abrindo o caminho a muitos baixistas celebres: Victor Wooten, Stanley Clarke, Marcus Miller, Richard Bona,Oteil Burbridge,Bootsy Collins, Abraham Laboriel e Steve Bailey por citar apenas alguns.

Muitos conheceram Jaco Pastorius , como eu, ouvindo os “Weather Report”. Seu som, rico, característico e inconfundível acaba tornando-o o membro mais importante e relevante, para muitos fãs, desta banda. Eclipsando muitas vezes o seu líder, Joe Zawinul.
Sua historia com os “Weather Report”.é curiosa e merece ser contada. Jaco já alcançara certa notoriedade após seu álbum “Bright Size Life”, realizado junto ao guitarrista Pat Metheny ( tema para futuro post) e o baterista Bob Moses.Em seguida passaria a integrar a banda Blood, Sweat & Tears, antes de lançar, algum tempo depois o seu primeiro trabalho solo chamado “Jaco”, muito aclamado pela critica. Mas ele era vibrado pela banda de jazz fusion “Weather Report” de Joe Zawinul e Wayne Shorter. Tanto que chegou a se oferecer pessoalmente a Zawinul, dizendo-lhe que era o melhor baixista do mundo. Zawinul ouvira os trabalhos de Jaco e ficara impressionado, mas já tinham baixista na banda, e dos bons. Quando este, Alphonso Johnson, decidiu sair, Zawinul imediatamente chamou Jaco para fazer parte do que seriam os melhores anos de “Weather Report”.

Os anos seguintes foram o começo do fim para Jaco Pastorius. Passou a sofrer de depressão, os remédios antidepressivos que tomava não lhe permitiam tocar.Isso fazia com que bebe-se, ficava mais deprimido, bebia mais, caindo em uma espiral sem retorno. Foi internado diversas vezes por surtos maníacos depressivo, foi-lhe diagnosticado transtorno bipolar.
Estava se aproximando perigosamente do precipício, até que no dia 11 de Setembro de 1987 deu o ultimo passo sem volta. Acabara de sair da prisão por roubar um carro, foi até um concerto de Carlos Santana e totalmente bêbado tentou subir ao palco. Teve que ser expulso. De lá se dirigiu a um bar chamado “Midnight Bottle”, de onde também foi expulso, ao tentar voltar quebrou a porta de vidro, um dos seguranças, cinturão preto de karate, deu-lhe uma surra que o deixou em estado de coma.

No dia 21 de setembro sua família decide desligar os aparelhos que o mantinham com vida após ser-lhe diagnosticada a morte clinica. Morre assim, com apenas 35 anos de vida, Jaco Pastorius, um dos maiores baixistas de todos os tempos. Seu agressor passaria apenas quatro meses na prisão.
Weather Report with Jaco Pastorius - Birdland
Weather Report (with Jaco) - Black Market and Scarlet Woman
Weather Report (Jaco Pastorius) - A Remark You Made
Jaco Pastorius solo

29 de junho de 2009

Marcus Miller


Poucos músicos tiveram o privilegio de tocar com o mítico Miles Davis, e os que não o fizeram jamais o farão ( Miles morreu em 1991). Miller teve a sorte de tocar com seu ídolo de infância. O que já nos dá uma idéia de sua dimensão como musico. Miles Davis era um deus no olimpo jazzistico, tocar com ele era dado a poucos, apenas os melhores. Entrar nesse panteão era o "ticket" para a imortalidade

Marcus Miller é um musico e compositor de jazz nascido em Nova Iorque no 14 de junho de 1959. Nasceu no seio de uma família musical, seu pai tocava o órgão em uma igreja além de ser o dirigente do coro. Começou estudando clarinete, mas dominava também o piano, guitarra, saxofone e baixo. Apesar de algumas vezes fazer incursões por outros instrumentos acabou por optar pelo baixo elétrico.

Com apenas 15 anos de idade já era um musico habitual dos “clubs” de Nova Iorque. Como musico de estúdio gravaria com personalidades do gabarito de Aretha Franklin, Grover Washington Jr, Roberta Flack, David Sanborn, Bob James, Carly Simon, McCoy Tyner, Bryan Ferry , Billy Idol entre outros.

Não era de estranhar que fosse chamado para tocar com Miles Davis, em 1981, permanecendo a seu lado por 2 anos. Em 1986 se juntaria novamente a Miles para produzir o emblemático álbum “Tatu”.

Nos últimos anos produziu trilhas sonoras para filmes diversos, destacando-se seu trabalho para o filme "School Daze", do diretor, Spike Lee.

Em 2007 participaria da gravação de "Thunder", magistral trabalho junto a dois dos maiores baixistas da atualidade: Victor Wooten e Stanley Clarke. No ano seguinte, 2008, fariam uma gira por vários países. As criticas a este trabalho são dispares, comparadas por algum critico a uma “clinica” de baixo, sem duvida é uma aula de três mestres de tudo o que se pode fazer com um baixo.

Selecionei alguns vídeos, espero que gostem:

Marcus Miller slap bass solo
Miles Davis with Marcus Miller - Tutu

Teen Town ( Jaco Pastorius ) by Marcus Miller

Marcus Miller-Frankenstein