1 de março de 2011

Tyler Ward


Sabe aquele som que você ouve pela primeira vez e fica imediatamente cativado? Não são muitos que possuem essa qualidade, a maioria geralmente aprendemos a aprecia-los  com o tempo,como o “sushi” , outros tem uma melodia facilmente palatável que encanta na primeira audição. É o que acontece com Tyler Ward.
Não fosse o fenómeno da Internet provavelmente faria parte de uma legião de grandes cantores a espera de serem descobertos e explorados por alguma gravadora, felizmente os tempos mudaram.
Não é difícil prever que um cara com uma voz assim vai chegar longe, por enquanto você pode ouvir os vários temas "covers" que ele faz no estúdio em sua casa, às vezes acompanhado por amigos, muito talentosos também, outras por sua mãe, Susan Ward, que o acompanha nos teclados. Ou talvez prefira baixar algum de seus temas do Itunes.
É de ressaltar que alguns de seus “covers” superam o original, como no caso  do escrotinho do Justin Bieber.
Em breve o veremos em algum tema de novela da globo e virara febre nacional, aguardem ...


Tyler Ward and Eppic - Home
 Billie Jean (live acoustic) - Tyler Ward, Ahmir & Erika David
Lady Gaga - Born This Way - Music Video - Acoustic Cover by Tyler Ward ft. Alex G  
Eminem - No Love (Tyler Ward Family Acoustic Piano Cover) - Lil Wayne 
Tyler Ward - Latin Percussion
The Script - Breakeven (Tyler Ward Acoustic Cover) 
Baby (ft. Ludacris) - (Tyler Ward Acoustic Cover) 
Bruno Mars - Grenade (Acoustic Cover) 

 


16 de fevereiro de 2011

Tributo a Gary Moore


Uma noticia triste que nos deixa atônitos, morre Gary Moore em seu quarto de hotel em Estepona, Espanha. Aparentemente teve uma morte tranqüila, uma parada cardíaca enquanto dormia. Algo repentino e inesperado para alguém relativamente jovem, ou relativamente velho , como quiserem. A morte não tem por costume se anunciar, e assim dessa maneira sorrateira levou consigo um musico genial, deixando uma legião de fãs inconformados, eu entre eles.
Não vou falar aqui sobre sua trajetória musical,pouco importa, além do que já escrevi sobre ele em um post anterior. Falarei do amigo e companheiro, pois assim é como o via, já que sua musica me acompanhou durante muitos anos de uma maneira intensa e estreita, diria até, amigavel.
Gary Moore é como poucos privilegiados, dono de uma tecnica e estilo inconfundível, singular. Lembro-me dos elogios que lhe fizera B.B. King, com quem tocara, sobre seu virtuosismo e amplo repertório técnico, muito superior ao dele próprio, todo um elogio vindo do mestre da singularidade.
Deixo aqui musicas obvias, porém epigrafes de sua obra musical, e outro epigrafe do imperador Adriano, em comum, ambos transcendem o tempo, a morte, se eternizam em suas obras:


Animula, vagula, blandula
Hospes comesque corporis
Quae nunc abibis in loca
Pallidula, rigida, nudula,
Nec, ut soles, dabis iocos..
P. Aelius Hadrianus Imp.

Pequena alma terna flutuante
Hóspede e companheira de meu corpo,
Vais descer aos lugares pálidos duros nus
Onde deverás renunciar aos jogos de outrora...

Por Élio Adriano, Imperador.

Gary Moore - Parisenne Walkway
Gary Moore - Still Got The Blues
Gary Moore - Oh Pretty Woman
Gary Moore - The Stumble
Gary Moore - Whiskey in the Jar (Tribute to Phil Lynott)
BB King / Gary Moore - The Thrill is Gone



24 de dezembro de 2010

Peter Green


Peter Green talvez seja o guitarrista de blues que me tocou mais profundamente. Seu estilo inconfundível, refinado, melancólico, um grande mestre do “vibrato”, me ensinou a apreciar essse estilo musical.
Green consegue nos transportar em enlevo em temas como “Albatroz”. Das inumeras versões ouvidas de “ Black magic woman” , popularizada por Santana, ninguém conseguiu superar o proprio autor do tema. Como diria Obama, "Green é o cara".

Peter Green
nasceu em Londres em 29 de outubro de 1946.Grande guitarrista, foi chamado para substituir Eric Clapton no “John Mayall & The Bluesbreakers”. Tarefa ingrata , naquela época se podia ver grafittis nas paredes de Londres com os dizeres: “ Clapton is God”, não era fácil substituir um deus. Porém com o tempo sua genialidade se impôs, e conseguiu seu lugar no olimpo. Algum tempo depois formaria sua própria banda , a mítica “Fleetwood Mac”.
Diz a lenda que Green faria uma viajem de acido de três dias da qual nunca se recuperou totalmente. Não sei se foram os ácidos ou as sessões de “eletro-terapia” a que o submeteram posteriormente . O certo é que ele foi diagnosticado com esquizofrenia, o que faz das viagens lisérgicas, ou a " eletro-terapia”, algo pouco recomendável .
Seus problemas afetaram a sua arte durante um bom tempo, hoje em dia ele continua na ativa, talvez sem o mesmo frescor e criatividade que tivera na juventude, mas continua sendo o grande Petrer Green de sempre.

Peter Green - need your love so bad
Peter Green - Albatros
Peter Green BLACK - MAGIC WOMAN (Audio)
Peter Green - Jumping at Shadows
Peter Green - World Keep On Turning
Ooh Baby : Peter Green's Fleetwood Mac
Peter Green,Fleetwood - Mac oh well
Peter Green Fleetwood Mac "Like it This Way"






15 de dezembro de 2010

Suzie Quatro



Este ano esta terminando e o Clube do Algodão anda meio devagar, quase parando, por motivos diversos. Não gostaria de encerrar este blog porque acredito que existe muita coisa para compartilhar com aqueles que se interessam por musica em geral, e do blues principalmente.
Blues não é apenas musica de raiz, é a raiz das musicas, inspiração para quase todos os estilos existentes. Não foi Napoleão que disse: Me de uma pentatônica e dominarei o mundo. Bom, não disse, mas podia ter dito porque é bem por ai.
Pra encerrar o ano ( se não me animar de novo) com chave de ouro vou postar aqui um vídeos de uma figura bastante interessante.
Era no ano de 1973, eu apenas um moleque, assistia através da vidraça de um bar enquanto alguém jogava na maquina de pinball. Nesse bar havia uma jukebox com os singles de sucesso na época. Havia uma musica que tocou insistentemente durante muito tempo no verão desse ano. Lembro especialmente da introdução da bateria e do baixo que muitos anos depois esquecida a cantora ainda repercutiam em minha memória. A musica era "Can the Can" e a artista Suzie Quatro. Suzie foi o produto de uma época, que criou monstros como “The Sweet “.Talvez não devidamente compreendida ou apreciada, eu, não fosse a caixa de pandora que é às vezes a internet, jamais teria me dado ao trabalho de ouvir-la novamente. Bendita internet, porque foi para mim uma grande surpresa redescobrir esta artista e poder apreciá-la desde outra perspectiva.
Suzie Quatro nasceu em Detroit, Michigan. Seu pai, musico, fundaria uma banda chamada “Trio Art Quatro” na qual Suzie (ou melhor, Susan Kay Quatronella) participaria, com apenas 8 anos de idade. Suzie estudaria piano quando pequena, mais tarde baixo e guitarra. Não teve uma carreira muito brilhante, apesar de emplacar alguns sucessos na Europa, fazer parte do selo Rak, que contava em seus quadros com The Animals, Jeff Beck, e Donovan e participar da abertura dos shows de Alice Cooper.Em sua terra natal era praticamente desconhecida. Sua estrela efêmera se apagaria junto com o movimento “glam rock”. Hoje, ouvindo suas musicas , estas me parecem mais interessantes do que pude perceber no passado. Confira e julgue voce mesmo:

Suzi Quatro - Can the Can
Suzi Quatro - bass solo

Suzi Quatro - Your Mama Won't Like Me
Suzi Quatro - Devil Gate Drive
Suzi Quatro - The Honky Tonk Downstairs
Suzi Quatro - Devil Gate Drive
Suzi Quatro - Too Big
Smokie - Suzi Quatro & Chris Norman - Stumblin In